Esta semana teve dois marcos aqui na FSTech. Tive uma call com o João Bandeira, curador do Web Summit Rio, estamos em avaliação para o programa ALPHA da edição 2026. E, no mesmo intervalo, demos o primeiro passo no processo para virar parceiro oficial da Anthropic, a empresa por trás do Claude, o modelo de IA que virou espinha dorsal de tudo o que a gente constrói aqui.
Na conversa com o João, ele soltou uma pergunta que ficou girando na minha cabeça o dia inteiro:
"Quais projetos a IA destravou pra vocês que nem teriam entrado na planilha antes?"
DHH (criador do Ruby on Rails) escreveu algo parecido há algumas semanas: "o número de projetos que nunca teríamos sequer considerado antes cresceu de forma absurda." Não é sobre fazer o que você já fazia mais rápido. É sobre fazer o que você sabia que era necessário, mas tinha engavetado porque o custo humano era inviável.
Olhei minha própria gaveta esta semana. Três coisas que estavam lá há mais de um ano saíram do papel: um agente de WhatsApp que responde 24/7 por uma clínica, um dashboard operacional que mostra a saúde da frota inteira em tempo real, e um sistema de consulta a 515 documentos da nossa ontologia por busca semântica. Cada um, isolado, teria virado um projeto de três meses com um time. Entregamos os três em semanas, não meses.
O gargalo agora não é a IA. É o inventário do que você engavetou. Ninguém mantém uma lista boa de "coisas que eu faria se tivesse metade do trabalho". Mas se você parar dois minutos e olhar, essa lista existe. Todo fundador tem uma.
O pedido da semana
Me responde esse email, ou me manda direto no WhatsApp, com um projeto que está na sua gaveta por ser "trabalhoso demais". Não precisa ser elaborado, uma frase basta. Eu leio cada resposta e respondo uma por uma. Algumas vão virar conversa. Outras, quem sabe, viram projeto.
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